As negociações entre grandes bancos e o governo do Distrito Federal para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília continuam travadas. As instituições privadas não aceitam atuar como avalistas sem uma contragarantia do Tesouro Nacional, do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
Pelo acordo firmado em maio, o Fundo Garantidor de Créditos emprestaria os recursos ao Distrito Federal, que faria um aporte no BRB. Os bancos privados pagariam o FGC em caso de inadimplência e receberiam como garantia valores que o governo distrital tem a receber de fundos constitucionais.
As instituições consideram que esse modelo traz risco para seus balanços e exige provisões adicionais. Por isso, defendem que o risco seja compartilhado com o governo federal. O Ministério da Fazenda entende que a União não tem responsabilidade pela crise do banco distrital.
Uma reunião de conciliação foi convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, para tentar resolver o impasse. O governo do Distrito Federal pretende apresentar resultados parciais de 2026, incluindo superávit de R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre, como argumento para destravar a operação.
O BRB não publica balanço há mais de um ano. A instituição comprou R$ 12,2 bilhões em créditos problemáticos do Banco Master, operação que aprofundou a preocupação com sua situação financeira e levou à busca por uma solução de capitalização.


