O mercado mundial de trigo enfrenta uma combinação de guerra, calor extremo, seca e dificuldades logísticas que pode pressionar o preço dos alimentos. Em julho, a cotação do cereal atingiu o maior nível em três anos, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
A produção dos Estados Unidos pode registrar a pior colheita em meio século. Rússia e Ucrânia, responsáveis juntas por quase um terço do trigo comercializado no mundo, intensificaram ataques contra terminais de exportação no Mar Negro. No Mar Vermelho, ataques a navios obrigam embarcações a percorrer rotas mais longas ao redor da África.
A seca também reduziu níveis de água em corredores como os rios Reno e Danúbio. Um El Niño intenso ameaça a circulação pelo Canal do Panamá, elevando custos de transporte para países dependentes de importações.
Os estoques globais ainda contam com a safra recorde do ano anterior, o que oferece proteção temporária. O risco maior surge se problemas climáticos e militares afetarem simultaneamente vários exportadores e rotas comerciais.
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