Multinacionais aceleram retirada de subsidiárias da Bolsa brasileira

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Grupos estrangeiros estão aproveitando a desvalorização de ações no Brasil para recomprar participações minoritárias e simplificar suas estruturas societárias. O movimento contribui para reduzir o número de empresas negociadas na B3.

O total de companhias listadas caiu de 394 em 2022 para 344 em junho de 2026. Juros elevados, menor liquidez e escassez de novas ofertas aumentaram a diferença entre o preço das ações e o valor atribuído aos negócios.

O Santander anunciou a intenção de adquirir os cerca de 10% que ainda não controla em sua unidade brasileira. A operação pode movimentar aproximadamente R$ 11 bilhões e oferece prêmio de 15% sobre a cotação de referência.

Outras multinacionais já seguiram caminho semelhante. Iberdrola ampliou sua participação na Neoenergia, enquanto EDP e Carrefour retiraram suas operações locais da Bolsa. Novos controladores também fecharam o capital de Santos Brasil e Wilson Sons.

Para as matrizes, manter subsidiárias listadas perdeu parte da utilidade diante do custo e das exigências do mercado. Para investidores brasileiros, porém, a tendência reduz a quantidade de empresas disponíveis e pode concentrar ainda mais a Bolsa em poucos setores e grandes companhias.

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