O próximo debate presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, previsto para sexta-feira (23) na TV Globo, chega sob cobrança por checagem de fatos em tempo real. No confronto anterior, na Band, Flávio deixou sem resposta perguntas sobre temas sensíveis de sua campanha, enquanto verificadores apontaram afirmações inexatas e enganosas feitas no encontro.
Entre os assuntos que permaneceram sem esclarecimento direto estavam a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, a defesa de um policial denunciado pela morte da menina Ana Clara e posições sobre direitos das mulheres. A equipe do candidato do PL agora trabalha para que ele se concentre mais em propostas e dados e reduza ataques pessoais no palco.
A campanha de Lula defende que declarações dos candidatos sejam conferidas durante a transmissão. Professores, estudantes e outros cidadãos também passaram a cobrar esse procedimento. Até aqui, porém, a checagem ao vivo não consta das regras divulgadas para o debate. Não há confirmação de que a equipe de Flávio tenha declarado receio da medida.
Verificar afirmações em tempo real pode ajudar o eleitor a distinguir propostas, dados verificáveis e acusações sem prova. A necessidade vale para os dois candidatos: qualquer regra de checagem deve ser aplicada de modo igual, com critérios transparentes e possibilidade de contextualizar números antes de apresentá-los como verdadeiros ou falsos.


