A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro registrou R$ 20,3 milhões em doações de pessoas físicas nas prestações de contas parciais do segundo turno. A de Lula recebeu R$ 709,1 mil pela mesma modalidade — uma diferença de quase 29 vezes.
O dinheiro de doadores privados representa cerca de 76% dos aproximadamente R$ 27 milhões declarados pela campanha de Flávio. Na de Lula, responde por 3,4% dos cerca de R$ 20,7 milhões informados até o mesmo recorte; a maior parcela vem do Fundo Eleitoral. Portanto, comparar apenas as doações privadas não significa dizer que uma campanha dispõe de 29 vezes mais recursos totais que a outra.
Entre os financiadores de Flávio há empresários do agronegócio, da construção e da indústria. O setor rural soma quase R$ 8 milhões em contribuições, e a maior doação individual registrada é de R$ 2 milhões. As doações privadas à candidatura do PL cresceram depois do primeiro turno.
Doações de pessoas físicas, dentro dos limites legais, são permitidas. A divulgação dos nomes e valores permite que o eleitor acompanhe quem financia cada projeto político e cobre transparência sobre as prioridades defendidas durante e depois da campanha.


