A campanha presidencial de 2026 começou oficialmente neste domingo (16) com 13 candidaturas registradas e 68 dias de disputa pela frente, caso a eleição seja decidida no segundo turno. A partir de agora, os concorrentes podem fazer pedidos explícitos de voto, realizar comícios e impulsionar propaganda política na internet.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) iniciam o período eleitoral na liderança das pesquisas, mas também concentram índices elevados de rejeição. O quadro mantém a polarização como eixo central da disputa, ao mesmo tempo em que abre espaço para candidatos que tentam se apresentar como alternativa ao confronto entre petistas e bolsonaristas.
Na pesquisa mais recente da Quaest, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio registra 31%. Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 4% cada; Augusto Cury e Romeu Zema aparecem com 2%. Em uma simulação de segundo turno, Lula marca 43% e Flávio, 40%, dentro da margem de erro.
Os dois principais candidatos escolheram locais ligados às próprias trajetórias para abrir a campanha. Lula programou ato no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, onde se projetou como líder sindical. Flávio Bolsonaro iniciou a mobilização em Copacabana, no Rio de Janeiro, área tradicionalmente usada em manifestações de apoio à família Bolsonaro.
A estabilidade das escolhas ainda será colocada à prova: 30% dos entrevistados pela Quaest afirmaram que podem mudar de candidato até a eleição. A campanha começa, portanto, com dois favoritos bem definidos, mas também com uma parcela relevante do eleitorado disponível para novas propostas.
Imagem gerada por IA.


