Os principais candidatos à Presidência colocaram o equilíbrio fiscal entre as prioridades de seus programas, mas propõem soluções diferentes para controlar a dívida pública e estimular a economia. As propostas incluem manutenção do arcabouço fiscal, redução de ministérios, reforma da Previdência e revisão de subsídios.
Luiz Inácio Lula da Silva defende a continuidade do atual arcabouço, com crescimento econômico, controle do gasto primário e melhoria da qualidade das despesas. O programa também prevê proteção às estatais, redução da jornada de trabalho para 40 horas e desenvolvimento das cadeias de terras raras no País.
Flávio Bolsonaro propõe cortar ao menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados, combater supersalários e retomar a análise de privatizações. Ronaldo Caiado promete recuperar superávits primários, revisar benefícios tributários e ampliar concessões e parcerias com a iniciativa privada.
Romeu Zema defende um choque fiscal, privatização de estatais e reforma previdenciária que alcance Estados, municípios, militares e trabalhadores rurais. Renan Santos propõe uma emenda constitucional de equilíbrio fiscal, com economia estimada em R$ 1,1 trilhão até 2031. As diferenças devem ocupar espaço central nos debates da campanha.


