Fontes ligadas a Flávio Bolsonaro afirmam que aliados do senador discutem a organização de uma cerimônia de “posse paralela” nos Estados Unidos para 5 de janeiro de 2027, data em que Luiz Inácio Lula da Silva tomará posse no Brasil após vencer a eleição presidencial.
De acordo com essas fontes, uma empresa privada de eventos já teria sido contatada para tratar da organização. O plano incluiria pedir autorização para realizar o ato em uma área externa da Casa Branca, descrita pelos interlocutores como “Pórtico Oeste”, com Donald Trump entregando uma faixa presidencial a Flávio. Não há confirmação de contrato com a empresa, de autorização para usar o espaço ou de participação do presidente americano.
Os interlocutores também citam Javier Milei entre os convidados desejados. A presença do presidente argentino não está confirmada. Tampouco há confirmação de que Trump ou Milei tenham decidido recusar um eventual convite para a posse oficial de Lula.
A coincidência de datas daria ao evento pretendido um sentido político evidente: criar, no exterior, uma imagem concorrente à cerimônia que ocorrerá em Brasília. A encenação, caso aconteça, não mudará o resultado da eleição nem dará a Flávio qualquer autoridade presidencial no Brasil. Lula foi eleito para o novo mandato; uma faixa entregue em um evento privado não substitui o voto nem a posse prevista pela Constituição.
Por enquanto, o plano descrito pelas fontes permanece no campo da articulação. As respostas de Flávio Bolsonaro, da empresa citada pelos interlocutores e dos governos dos Estados Unidos e da Argentina são necessárias para esclarecer se houve convites, pedidos formais e providências concretas para realizar a cerimônia.
Imagem de capa: ilustração de uma hipótese, não registro de cerimônia.


