O Ministério Público Eleitoral contestou 974 candidaturas registradas para as eleições de 2026 em todo o país. As impugnações envolvem situações como falhas de filiação partidária, condenações criminais e casos de abuso de poder político.
Todos os pedidos ainda precisam ser analisados pela Justiça Eleitoral. Parte das disputas também depende de um julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre mudanças feitas em 2025 na Lei da Ficha Limpa. A análise está prevista para ocorrer entre 11 e 18 de setembro, a menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A alteração legislativa modificou a forma de contagem dos períodos de inelegibilidade. Entre os casos citados nas contestações estão os de Fernando Francischini, Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda. As defesas questionam a interpretação do Ministério Público ou informam que apresentarão recursos.
A decisão do STF poderá influenciar a situação de candidatos que alegam já ter cumprido o período de afastamento previsto em lei. Até a conclusão dos processos, cabe aos tribunais eleitorais decidir individualmente se cada registro poderá permanecer na disputa.
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