Publicações que incentivam empresários a demitir ou deixar de contratar trabalhadores por apoiarem Lula passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público do Trabalho. Os ataques se multiplicaram nas redes sociais depois do segundo turno da eleição presidencial.
O MPT informou que registrou 991 denúncias de assédio eleitoral no primeiro turno, 945 entre os turnos e outras 530 entre o início de segunda-feira (26) e o fim da tarde de terça (27). Uma decisão da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro proibiu a deputada estadual Índia Armelau de incentivar a perseguição de empregados por suas convicções políticas. Ela publicou uma retratação após a repercussão do caso.
A preferência eleitoral de um trabalhador não pode ser usada como critério de contratação ou demissão. Quem sofrer discriminação pode procurar o sindicato da categoria ou denunciar o caso ao MPT; uma demissão discriminatória também pode ser contestada na Justiça do Trabalho, com pedido de reintegração ou indenização.


