Flávio Bolsonaro apagou publicações antigas em que criticava políticas de transferência de renda. A remoção ocorre em meio ao debate eleitoral sobre o Bolsa Família, programa que o candidato agora promete manter.
Em uma mensagem de 2011, Flávio associou o Bolsa Família à troca de votos por “esmola”. Em outra, chamou de “bolsa-farelo” o Renda Melhor, benefício do governo do Rio de Janeiro que complementava a renda de famílias atendidas pelo programa federal.
Hoje, Flávio afirma que preservará o Bolsa Família. Sua campanha também propõe uma regra de transição de dois anos para beneficiários cuja renda aumente após conseguirem emprego formal ou abrirem um negócio.
Apagar as mensagens não prova que o candidato pretenda acabar com o programa. Mas evidencia uma mudança de discurso que merece explicação: o que Flávio pensa hoje sobre as famílias que, em 2011, associava à “esmola”? E o que sua proposta mudaria, na prática, para elas?


