O ex-presidente paraguaio Santiago Peña foi colocado em prisão domiciliar nesta sexta-feira (6), horas depois de o Senado aprovar sua destituição por unanimidade. Policiais permaneceram diante de sua residência, em Assunção. Peña deverá comparecer ao Ministério Público para prestar esclarecimentos.
A crise política se intensificou após a intervenção do Banco Central paraguaio no Ueno Bank. Peña havia tido participação em uma empresa ligada à instituição até 2025. Parlamentares o acusam de usar sua influência para direcionar recursos públicos ao banco e de favorecer sua fiscalização. As suspeitas estão sob investigação; não há condenação criminal. Peña nega irregularidades.
O banco administrava cerca de US$ 800 milhões a US$ 850 milhões em recursos públicos quando foi submetido ao processo de resolução. Esse valor não corresponde, por si só, a depósitos feitos após a posse de Peña. A medida busca avaliar a situação da instituição e proteger os depósitos dos clientes.
Peña havia apresentado uma renúncia, mas o Congresso deu prosseguimento ao impeachment. Após a votação no Senado, Pedro Alliana tomou posse para completar o mandato presidencial, previsto até 2028.


