O volume de emendas parlamentares empenhadas no Orçamento da União chegou a R$ 47,1 bilhões em 2025. Em 2014, o montante havia sido de R$ 11,3 bilhões, segundo uma série de estudos elaborada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Considerada a inflação do período, o crescimento foi de 315% em 11 anos. As emendas permitem que deputados e senadores indiquem o destino de parte do orçamento para despesas como compra de ambulâncias, reformas de unidades de saúde e pavimentação.
Nas políticas sociais, o valor passou de R$ 9,2 bilhões para R$ 35 bilhões, alta real de 282%. Saúde, educação, assistência e outras áreas concentraram cerca de três quartos de toda a verba empenhada por meio das indicações em 2025.
A expansão mudou a relação entre Executivo e Congresso, especialmente após a obrigatoriedade das emendas individuais. Decisões do Supremo Tribunal Federal também passaram a exigir maior transparência e rastreabilidade sobre autoria, origem e destino dos recursos.
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