A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alertou que dados apresentados por anéis e relógios inteligentes não devem ser usados para confirmar ou descartar doenças, alterar medicamentos ou substituir exames e avaliações profissionais.
Segundo a agência, não há atualmente smartwatches ou anéis autorizados para realizar medição não invasiva de glicose. Um alerta emitido pelo aparelho também não comprova que o usuário esteja doente, assim como um resultado considerado normal não é suficiente para afastar um problema de saúde.
O risco é maior quando medições imprecisas orientam decisões clínicas. No caso da glicemia, por exemplo, uma leitura incorreta pode levar ao uso inadequado de insulina. Dispositivos destinados apenas a bem-estar ou prática esportiva não precisam, em geral, de regularização.
A exigência muda quando o equipamento oferece funções de apoio ao diagnóstico, como pressão arterial, oximetria, glicemia, eletrocardiograma, identificação de ritmo cardíaco irregular ou alertas de possíveis doenças. Nesses casos, a regularização é obrigatória e pode envolver o aplicativo que processa os dados.


