Um sistema de inteligência artificial desenvolvido na Universidade Columbia está conseguindo localizar espermatozoides que passam despercebidos nas análises convencionais. A tecnologia, chamada STAR, foi criada para auxiliar homens com contagens extremamente baixas e considerados, em alguns casos, incapazes de produzir células reprodutivas viáveis.
O equipamento conduz a amostra por um canal microscópico ligado a uma câmera de alta velocidade, capaz de registrar cerca de 300 imagens por segundo. A inteligência artificial analisa o material e, ao identificar um espermatozoide, aciona uma válvula que separa a célula para utilização em procedimentos de fertilização.
Em 175 casos avaliados, o sistema encontrou e recuperou espermatozoides em 26% das análises. Em uma amostra examinada manualmente durante dois dias sem resultado, o STAR localizou 44 células em uma hora. A técnica também ajudou um casal que enfrentava 19 anos de infertilidade a ter uma filha.
A ferramenta ainda é operada apenas no centro de fertilidade da Columbia e não resolve situações em que o organismo realmente não produz espermatozoides. Mesmo assim, pode evitar procedimentos mais invasivos e abrir uma possibilidade de paternidade biológica para pacientes cujas poucas células ficariam escondidas entre milhões de fragmentos presentes na amostra.


