Uma empresa paulista desenvolveu um enxerto capaz de oferecer suporte à reconstrução de ossos e, simultaneamente, combater infecções bacterianas. A tecnologia foi pensada para casos de fraturas graves, nos quais a perda de tecido e a contaminação dificultam o tratamento.
O material funciona como um andaime temporário para que novas células ósseas se apoiem e cresçam. Sua composição reúne sulfato de cálcio, hidroxiapatita e fosfato tricálcico, três substâncias com velocidades diferentes de degradação.
O sulfato de cálcio se dissolve mais rapidamente, abrindo espaço para a regeneração. Os outros componentes permanecem por mais tempo e mantêm a sustentação da área lesionada enquanto o organismo produz novo tecido.
A ação contra microrganismos procura enfrentar uma das principais complicações das reconstruções ósseas. Infecções podem exigir novas cirurgias, prolongar internações e até comprometer o resultado do enxerto.
Antes de chegar ao uso amplo, o produto precisa concluir etapas de validação, segurança e aprovação regulatória. Se o desempenho observado for confirmado, a combinação de regeneração e controle bacteriano poderá reduzir procedimentos e melhorar a recuperação de pacientes com lesões complexas.


