Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno pode provocar mudanças profundas na política ambiental brasileira e enfraquecer instrumentos de combate ao desmatamento, segundo especialistas ouvidos pela imprensa internacional.
As preocupações se concentram nas propostas de reorganização de órgãos como o Ibama e a Funai. O programa do candidato fala em eliminar sobreposições de competências e dar mais segurança jurídica a atividades econômicas, mas ainda não explica como seriam preservadas a autonomia técnica, a fiscalização e a capacidade operacional dessas instituições.
Pesquisadores lembram que a redução do desmatamento depende de monitoramento por satélite, fiscalização em campo, aplicação de multas e combate a redes ilegais de extração de madeira e ocupação de terras. Mudanças administrativas sem garantias orçamentárias, afirmam, podem comprometer os resultados obtidos nos últimos anos.
O plano de Flávio também menciona bioeconomia, mercado de carbono e valorização dos ativos ambientais do país. Ao mesmo tempo, defende a expansão da exploração de petróleo, gás e outros recursos naturais, combinação que abre dúvidas sobre as prioridades de um eventual governo.
A campanha afirma que pretende conciliar preservação e desenvolvimento econômico. Especialistas defendem que, no segundo turno, o candidato apresente metas objetivas para redução do desmatamento, proteção de territórios indígenas e cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial


