Mesmo fora da alta temporada, moradores, pedestres, ciclistas e motoristas continuam enfrentando longas filas e atrasos na travessia por balsas entre Guarujá e Bertioga. No último sábado (28), a espera para embarcar chegou a 40 minutos, apesar da curta distância do trajeto — pouco mais de 200 metros.
A operação segue limitada por embarcações sem motor próprio, que dependem de rebocadores. A situação é agravada pelo baixo calado do canal, que dificulta a navegação, principalmente nas margens, onde os rebocadores frequentemente tocam o fundo e precisam interromper a travessia.
Há cerca de um ano, o governo estadual havia anunciado um projeto de dragagem para melhorar as condições de operação, mas, até o momento, nenhuma obra foi iniciada. As falhas persistem, gerando reclamações da população que depende do serviço diariamente.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística informou que a embarcação Rainha dos Valadares, com capacidade para 27 veículos e 100 passageiros, foi entregue em fevereiro e que a travessia possui estrutura para operar com até três embarcações. No entanto, no dia em que a espera foi registrada, apenas uma estava em funcionamento até as 11h40.
A operação da balsa é prevista para ter intervalos de 20 minutos nos horários de pico, entre 7h e 13h e das 16h30 às 18h. Fora desses horários, os intervalos podem chegar a 40 minutos, impactando a rotina dos usuários e provocando atrasos em compromissos profissionais, atendimentos de saúde e deslocamentos diários.
A população cobra mais agilidade na execução das melhorias prometidas e maior eficiência no serviço, que ainda convive com promessas não cumpridas mesmo após a entrega de novas embarcações.


