Estudo aponta que cidades do litoral paulista estão ameaçadas pelo avanço do mar

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Um novo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) atualizou o Mapa de Risco de Erosão Costeira Crônica e Inundação Costeira na Orla Oceânica do Estado de São Paulo e acendeu o alerta sobre a situação crítica de várias cidades litorâneas. O estudo aponta que trechos importantes da costa paulista podem desaparecer nas próximas décadas, caso não haja intervenções.

Dos 109 trechos de praia avaliados, 61 foram classificados com risco alto ou muito alto de erosão. A análise considera fatores como avanço do mar, perda de faixa de areia e impacto urbano direto.

Entre os municípios mais afetados estão Ubatuba, com sete praias em risco muito alto, Iguape (três), e São Sebastião (duas). No Guarujá, praias como Iporanga, Perequê, Pernambuco, Enseada, Pitangueiras, Tombo e Prainha Branca aparecem com risco médio a alto. Já Guaiúba e Conchas foram classificadas com risco baixo.

A erosão costeira é provocada por uma combinação de ações humanas e fenômenos naturais. Entre as causas estão construções irregulares na orla, destruição de dunas, obras como espigões e quebra-mares que alteram o fluxo dos sedimentos, além de tempestades severas e a elevação do nível do mar.

O estudo serve como base para políticas públicas de adaptação climática, planejamento urbano e estratégias de defesa civil. A versão mais recente do mapa é baseada em dados coletados entre 2022 e 2023, sendo parte de uma série de atualizações feitas a cada cinco anos desde 2002.

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