Moradores da Cachoeirinha recorrem a parentes e caminhões-pipa. Sabesp usa 25 caminhões para atender casos críticos
A comunidade Cachoeirinha, no Guarujá, enfrenta oito dias consecutivos sem fornecimento de água, forçando moradores a recorrer a alternativas extremas para sobreviver. Famílias caminham cerca de dez quilômetros até a bica do Guaiuba, acumulam roupas sujas e tomam banho na casa de parentes para enfrentar a crise hídrica.
Lourdes Fernandes, que tem um bebê em casa, relata a necessidade de racionar água para garantir o mínimo para cozinhar e dar banho na criança. Lucimar Silva, de 76 anos, reclama de dores nas costas e braços devido ao peso dos baldes transportados diariamente, além da escassez de água para compra na região.
A Sabesp atribui o problema ao baixo nível do manancial do Jurubatuba, que opera com apenas 44% da capacidade devido à estiagem severa. A empresa mobilizou 25 caminhões-pipa para atender casos críticos e reativou o programa de doação de caixas d’água, já distribuindo 300 unidades com meta de chegar a 2 mil.
Outros bairros como Santa Rosa, Santa Cruz dos Navegantes e Parque Estuário também enfrentam desabastecimento. A solução definitiva, segundo a Sabesp, virá com obras como a nova travessia subaquática em andamento. Moradores devem acionar a empresa pelo (11) 3388-8000.


