A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Praia Grande permanece sem uma data de execução estabelecida. De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o projeto encontra-se atualmente na fase regulatória de elaboração dos estudos de viabilidade técnica. Essa etapa é necessária para examinar as condições operacionais do modal, o que envolve a definição do traçado definitivo, custos, projeção de demanda, integração com a infraestrutura de transporte atual, modelagem financeira e o futuro processo de contratação.
Enquanto a extensão para Praia Grande é avaliada, as frentes de trabalho da terceira fase do VLT avançam na Área Continental de São Vicente. Esse trecho, com 7,5 quilômetros de extensão e previsão de inauguração para o ano de 2028, contará com quatro novas estações — Ponte Nova, Quarentenário, Rio Branco e Samaritá —, beneficiando cerca de 150 mil moradores vicentinos.
A administração municipal de Praia Grande defende que a chegada do VLT é uma obra prioritária para a mobilidade urbana da Baixada Santista, dado o intenso fluxo diário de passageiros que se deslocam entre as cidades da região. A proposta defendida pela Prefeitura local sugere que o trecho inicial conecte a futura linha de São Vicente até as proximidades do Terminal Rodoviário Tude Bastos, no bairro Sítio do Campo. O tema foi recentemente discutido entre autoridades municipais e estaduais durante a Caravana 3D, realizada em Santos.
No ano passado, Praia Grande chegou a apresentar um estudo para a implantação de um sistema de aeromóvel e avalia também um corredor exclusivo de ônibus (BRT) na via marginal. No entanto, o município aguarda a definição oficial do governo estadual sobre o traçado do VLT para estruturar e dar andamento a esses projetos de mobilidade urbana complementares de forma integrada.


