A Defesa Civil de Santos vai antecipar em um mês o plano de contingência para o período de chuvas diante da possibilidade de um El Niño mais intenso. A operação especial, que normalmente começaria em 1º de dezembro, terá início em 1º de novembro e seguirá até 30 de abril.
A medida é inédita e busca preparar a cidade para temporais mais fortes, alagamentos, deslizamentos, vendavais e ressacas. A principal preocupação em Santos são os morros, onde há áreas de encosta ocupadas e maior risco em períodos de chuva intensa.
A preocupação se estende à Baixada Santista porque a região reúne diferentes fatores de vulnerabilidade, como áreas densamente ocupadas, encostas habitadas, pontos sujeitos a alagamentos e uma longa faixa costeira exposta a ressacas.
O El Niño foi confirmado em junho. Boletins de órgãos federais como Inpe e Inmet apontam probabilidade superior a 90% de que o fenômeno permaneça ativo pelo menos até o início de 2027. No Sudeste, os efeitos tendem a ser menos uniformes, mas podem combinar calor prolongado, chuvas irregulares e temporais concentrados em pouco tempo.
Outras cidades da região também intensificam medidas preventivas. Peruíbe tem plano de contingência para enchentes, abertura de abrigos, sensores para monitorar o nível do Rio Preto e cadastramento de voluntários. São Vicente cita obras estruturais de drenagem, incluindo intervenções no canal da Avenida Eduardo Souto e um plano de macro e microdrenagem estimado em R$ 800 milhões.
Itanhaém executa o Programa Rios Vivos, com desassoreamento do Rio Campininha, e participa da elaboração de planos de adaptação climática. Mongaguá informou que monitora condições meteorológicas, mantém planos para chuva, estiagem e baixas temperaturas, além de ações de limpeza de galerias, rios e córregos.
Com a antecipação do plano, Santos tenta reduzir riscos antes do período tradicional de maior volume de chuvas. A estratégia envolve preparação operacional, monitoramento climático e ações preventivas em áreas mais vulneráveis.


