Ilhabela realiza na quinta-feira (17) o 2º Simpósio sobre Doação e Transplante de Órgãos. O encontro ocorrerá das 13h30 às 17h, no auditório do Hospital Mário Covas Júnior, e terá como público principal profissionais da rede de saúde.
A programação abordará o cenário da doação de órgãos no Brasil, as etapas que ligam a identificação de um possível doador ao transplante e os cuidados necessários com pacientes e familiares. Também estão previstas discussões sobre transplantes de rim, pâncreas, intestino e fígado, além de hemodiálise.
A iniciativa integra o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a importância da doação. Um dos principais desafios é a recusa familiar. Em 2025, a negativa ocorreu em cerca de 45% das entrevistas realizadas no país, conforme o dado apresentado na divulgação do evento.
No Brasil, a doação após a morte depende da autorização da família. Por isso, especialistas recomendam que as pessoas conversem com parentes e expressem claramente a vontade de serem doadoras. Não é necessário registrar a decisão em documento específico.
Para as equipes de saúde, a formação envolve tanto protocolos técnicos quanto comunicação sensível. A abordagem precisa respeitar o momento de luto, explicar como ocorre a confirmação da morte e esclarecer quais órgãos poderão ser aproveitados, sem criar pressão sobre os familiares.
O simpósio também busca aproximar os profissionais da rede municipal das estruturas estaduais responsáveis por captação, regulação e transplantes. A expectativa é melhorar a identificação de potenciais doadores e tornar o atendimento mais seguro e humanizado.
A capacitação também pode contribuir para que a rede reconheça situações em que a notificação à central de transplantes deve ser feita rapidamente. O processo segue critérios médicos, legais e de compatibilidade, com lista única e controle do Sistema Nacional de Transplantes; não cabe à família escolher quem receberá o órgão.


