O acesso a métodos contraceptivos no Brasil dá um passo importante com a inclusão do Implanon no Sistema Único de Saúde. A medida faz parte da estratégia do governo federal para ampliar o planejamento reprodutivo, oferecendo gratuitamente um método de alta eficácia, antes restrito à rede privada.
Com mais de 99% de eficácia e duração de até três anos, o implante contraceptivo se destaca como uma opção segura e reversível de longa duração. A incorporação foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e será implementada de forma gradual, considerando fatores como estrutura local e vulnerabilidade social. A previsão é distribuir cerca de 1,8 milhão de unidades em todo o país ao longo do processo.
Em São Sebastião, o início da oferta conta com 280 unidades, número ainda abaixo da demanda potencial. Por isso, o acesso ao Implanon depende de avaliação clínica individual, seguindo critérios médicos definidos pelo SUS. A iniciativa amplia as opções disponíveis na rede pública e fortalece a política de saúde reprodutiva, garantindo mais equidade no acesso. A expectativa é que, com a capacitação de profissionais e novas remessas, o alcance do método continue crescendo.


