Dados apresentados na Câmara de Mongaguá indicam que 33,1% dos pacientes atendidos na Unidade de Pronto Atendimento de Agenor de Campos, entre janeiro e junho, eram moradores de Itanhaém.
No período, a unidade registrou 46.462 atendimentos. Desse total, 15.395 foram destinados a pacientes da cidade vizinha. Os números foram apresentados pelo vereador Edilson Tonon D’Almeida, que pediu diálogo entre as duas prefeituras sobre os custos e a organização da assistência na região de divisa.
O vereador afirmou que o atendimento universal do SUS deve ser preservado, mas defendeu medidas para evitar sobrecarga financeira e operacional na UPA de Mongaguá. Uma das propostas é ampliar a estrutura de saúde de Itanhaém nas proximidades da divisa entre os municípios.
A Prefeitura de Itanhaém confirmou que houve uma reunião sobre parcerias regionais, mas afirmou que não foram apresentados dados auditados ou relatórios financeiros que comprovassem o impacto alegado. A administração ressaltou que o deslocamento de pacientes entre cidades vizinhas faz parte da dinâmica do SUS.
O secretário de Saúde de Itanhaém também defendeu que dificuldades de atendimento sejam tratadas coletivamente. As duas cidades mantêm canais abertos para discutir pactuação, repasses e formas de distribuir melhor a demanda sem impedir o acesso de moradores ao serviço público.
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