Um relatório da Polícia Civil de São Paulo afirma que o Discord demorou até 17 dias para responder a solicitações emergenciais de remoção de conteúdos relacionados a crimes e situações de risco. O documento foi produzido pelo Núcleo de Observação e Análise Digital.
Entre os casos examinados aparecem salas associadas a automutilação, exploração sexual, ataques a escolas e maus-tratos contra animais. Em um dos episódios, segundo a polícia, uma solicitação envolvendo violência virtual e automutilação levou quase oito dias para resultar na retirada do conteúdo.
A média de resposta registrada foi de 17 horas, mas o relatório identificou situações muito acima desse prazo. O documento também aponta dificuldades para identificar usuários quando os dados fornecidos incluem o endereço de IP sem a chamada porta lógica de origem.
As conclusões foram encaminhadas ao Ministério Público de São Paulo, à Agência Nacional de Proteção de Dados e à Advocacia-Geral da União. A análise integra discussões sobre deveres de cooperação das plataformas em investigações e situações de emergência.
O Discord contestou as conclusões e afirmou ter encontrado inconsistências nos casos e tempos de resposta apresentados. As alegações policiais e a manifestação da empresa ainda serão analisadas pelos órgãos competentes.
Imagem gerada por IA.


