Enquanto celulares, redes sociais e inteligência artificial ocupam cada vez mais espaço na rotina das famílias, executivos do setor de tecnologia adotam regras rígidas para limitar o contato dos próprios filhos com essas ferramentas. Os relatos incluem infância sem telefone, poucos minutos de tela por semana e prioridade para livros, brincadeiras e atividades ao ar livre.
Bill Gates já afirmou que seus filhos só receberam celular aos 14 anos. Evan Spiegel, cofundador do Snapchat, relatou ter restringido o uso de telas de uma das crianças a 90 minutos semanais. Em casa, os filhos mais novos não recebiam telefones e tinham acesso apenas ocasional a filmes.
A preocupação agora se estende à inteligência artificial. Sam Altman, presidente da OpenAI e pai recente, disse que prefere permitir o contato do filho com a tecnologia mais tarde do que cedo demais. Ele também passou a valorizar o tédio infantil como parte importante do desenvolvimento da criatividade e da autonomia.
Escolas frequentadas por famílias do Vale do Silício seguem orientação semelhante, reduzindo dispositivos e priorizando o aprendizado presencial. A diferença entre a rápida expansão desses produtos para o público e os limites adotados por quem conhece sua construção reforça o debate sobre atenção, saúde mental e a idade adequada para introduzir crianças no ambiente digital.


