A Virgin Galactic adiou para o início de 2027 a retomada de seus voos comerciais ao espaço. A empresa pretendia iniciar as operações da nova nave da classe Delta ainda no quarto trimestre de 2026, mas ampliou o cronograma de desenvolvimento e testes.
O primeiro voo deverá ser dedicado a pesquisas em microgravidade. As missões com astronautas particulares serão realizadas posteriormente, depois de avaliações em solo, voos acoplados à aeronave transportadora, testes de planeio e ensaios com propulsão no Spaceport America, no Novo México.
A classe Delta foi projetada para levar seis passageiros e operar com intervalos menores entre as missões. A meta de longo prazo é que as duas primeiras naves sustentem até 125 voos por ano, ritmo muito superior ao alcançado pela VSS Unity, aposentada após sua última missão em junho de 2024.
O adiamento prolonga o período de baixa receita da companhia. A Virgin Galactic encerrou 2025 com US$ 338 milhões em caixa, equivalentes e títulos negociáveis, após consumir US$ 95 milhões em fluxo de caixa livre e registrar prejuízo líquido de US$ 63 milhões no quarto trimestre.
Os novos assentos são oferecidos por US$ 750 mil. Com seis passageiros, uma única missão poderia gerar US$ 4,5 milhões antes de receitas adicionais, mas a viabilidade do negócio dependerá da regularidade dos voos e da capacidade de reduzir o trabalho de manutenção entre lançamentos.
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