Novas tecnologias buscam reduzir 38% de desperdício de água no Brasil

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Sensores, IA, satélites e robôs detectam vazamentos nas redes. País perde diariamente 7,6 mil piscinas olímpicas de água tratada por vazamentos.

O Instituto Trata Brasil revelou em junho de 2024 que 37,8% da água tratada brasileira se perde durante distribuição, equivalente a abastecer 54 milhões de pessoas anualmente ou 7,6 mil piscinas olímpicas diárias desperdiçadas. Pela primeira vez após seis anos de aumentos consecutivos, o desperdício diminuiu – representava 40,3% em 2021 – porém permanece distante da meta federal de 25% até 2033.

A Unesp desenvolve o LocVas mediante apoio Pite-FAPESP em parceria com Sabesp, captando sinais vibroacústicos de tubulações enterradas através de sensores superficiais não invasivos dispensando escavações. A startup Stattus4 criou o 4Fluid Móvel usando inteligência artificial para interpretar ruídos coletados por hastes de escuta, catalogando sete milhões de padrões sonoros com 80% de acerto. A israelense Asterra emprega satélites detectando cloro subsuperficial até três metros de profundidade, identificando 81 vazamentos versus 14 por métodos tradicionais em 50 quilômetros testados.

O Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) pressiona controle de perdas incentivando tecnologias redutoras de custos operacionais. Norte e Nordeste registram desperdício superior a 40%, com Amapá atingindo 71%. A Yadah Robotics oferece robôs nacionais para videoinspeção em tubulações de 15 centímetros a dois metros.

Desafio nacional: mercado depende predominantemente de equipamentos importados, embora universidades desenvolvam soluções brasileiras aguardando comercialização.

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