Drones brasileiros combatem incêndios e medem gases estufa

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USP desenvolve modelo com IA medindo CO2 e CH4. Empresas paulistas criam aeronaves anti-incêndio esguichando água a 30 metros de altura.

A Universidade de São Paulo em São Carlos desenvolve drone VTOL equipado com sensores ópticos e ambientais medindo temperatura, umidade e concentração de dióxido de carbono e metano mediante inteligência artificial identificando fontes emissoras. O engenheiro mecânico Glauco Caurin coordena projeto financiado pela FAPESP criando aeronave complementar a satélites, torres e aviões tripulados, oferecendo maior frequência de sobrevoo customizada conforme prioridades de risco e custos operacionais inferiores.

A equipe paulista trabalha em segunda versão dotada de asas ampliando autonomia de 30 para 90-120 minutos, viabilizando inspeção de áreas extensas mediante frotas coordenadas. Embarcam sensores de baixo custo acessíveis, contrastando com equipamentos precisos superiores a R$ 100 mil. O físico Paulo Artaxo (IF-USP) avalia que tempo de voo e precisão sensorial necessitam aprimoramento para relevância florestal amazônica.

A UAVI joseense lançou UAVI100-Bombeiro com oito motores carregando 150 quilos, esguichando água ou espuma até 25 metros de distância conectado a caminhões bombeiros, com autonomia de 20 minutos e operação até 30 metros de altitude. Manaus recebeu duas unidades em maio. A Xmobots oferece Nauru 500C autorizado pela Anac para voos noturnos acima de 191 metros, dotado de câmeras térmicas e reconhecimento facial mediante IA.

Prejuízos bilionários: incêndios geraram R$ 14,6 bilhões de perdas ao agronegócio brasileiro entre junho e agosto de 2024 segundo a CNA.

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