Dias Toffoli é ligado a resort com cassino ilegal no Paraná, revela reportagem do Metrópoles

Data:

Uma investigação publicada pelo Metrópoles revelou que o Resort Tayayá, empreendimento construído pela família do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, abriga um cassino com jogos proibidos no Brasil, incluindo máquinas de apostas e mesas de blackjack valendo dinheiro.

A reportagem é assinada pelos jornalistas Valentina Moreira e Samuel Pancher, que estiveram no local e documentaram o funcionamento da área de jogos no resort localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná.

Segundo a apuração, o espaço conhecido na região como “resort do Toffoli” oferece máquinas de vídeo loteria, semelhantes a caça-níqueis, além de jogos de cartas com dealer, prática considerada ilegal pela legislação brasileira. O blackjack, por exemplo, é expressamente proibido no país quando envolve apostas em dinheiro.

Cassino operava além do permitido por lei

Embora as chamadas vídeo loterias tenham sido autorizadas por decisão do Supremo em 2020 — voto acompanhado pelo próprio Dias Toffoli —, jogos de azar presenciais, como cartas com crupiê, continuam proibidos. Ainda assim, os repórteres relataram que, após o horário oficial de funcionamento, hóspedes eram convidados a participar das partidas ilegais.

A reportagem também afirma que não havia controle de acesso, e que crianças foram vistas utilizando máquinas de apostas em meio a adultos consumindo bebidas alcoólicas.

Relações sensíveis e conflitos de interesse

O caso ganhou repercussão por envolver o nome de Toffoli em meio a investigações sensíveis. O ministro é relator, no STF, de processos que envolvem o Banco Master e já atuou em ações relacionadas à J&F, grupo empresarial que mantém vínculos com compradores posteriores do resort.

Apesar de o nome de Toffoli não constar formalmente como proprietário, funcionários do local o tratariam como dono, segundo a apuração. O ministro também possui uma residência dentro do complexo e frequenta o resort com regularidade.

No fim de 2025, mesmo após a venda formal do empreendimento, Toffoli teria fechado o resort para um evento privado com convidados, artistas e a presença do ex-jogador Ronaldo Nazário, que, segundo funcionários, teria participado da inauguração simbólica da área de jogos.

Defesa nega irregularidades

Procurado pelo Metrópoles, o advogado Paulo Humberto, representante do resort, negou a existência de cassino ilegal, afirmando que os jogos seriam autorizados pela loteria estadual e que as mesas de cartas seriam apenas para recreação entre hóspedes.

Dias Toffoli, por sua vez, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Caso expõe contradições

A denúncia levanta questionamentos sobre conflito de interesses, fiscalização seletiva e os limites entre decisões judiciais, interesses privados e legalidade. O fato de o ministro ter votado a favor da exploração de vídeo loterias, enquanto um empreendimento ligado à sua família amplia a prática para jogos ilegais, amplia a controvérsia.

A reportagem do Metrópoles reacende o debate sobre jogos de azar no Brasil e sobre a necessidade de transparência e isenção por parte de autoridades que ocupam cargos centrais no Judiciário.

Leia a matéria completa do metrópoles aqui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Newsletter

spot_imgspot_img

Mais Lidos

Leia Mais

Mergulhadores localizam quase 150 kg de cocaína escondidos no casco de navio no Porto de Santos

Uma operação integrada de segurança resultou na apreensão de...

Sem ajuda da arbitragem, Santos empata com o Bragantino em jogo morno

Desta vez, sem interferência da arbitragem, o Santos Futebol...

Raio atinge área de ato com apoiadores de Nikolas Ferreira em Brasília

Um raio atingiu as proximidades da Praça do Cruzeiro,...