Santos põe mais energia limpa na rua e chega a cinco caminhões elétricos na limpeza urbana

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Novo caminhão-pipa amplia frota sustentável da cidade, que já opera com veículos elétricos na orla e aposta em menos emissão de carbono, menos ruído e mais eficiência no serviço

A limpeza urbana de Santos ganhou mais um reforço elétrico. Com a entrega de um novo caminhão-pipa com capacidade para 8 mil litros, a cidade passou a contar com cinco caminhões elétricos em operação na frota ligada ao serviço.

Os veículos já estão circulando, com atuação principalmente na Orla da Praia, e entram para substituir modelos mais antigos movidos a diesel. É uma mudança que parece técnica à primeira vista, mas que tem impacto direto em três frentes que qualquer cidade costeira deveria levar a sério: poluição, ruído e cuidado com o espaço público.

Os primeiros da Baixada nesse tipo de serviço

Segundo a Prefeitura, esses são os primeiros caminhões elétricos usados na limpeza pública na Baixada Santista.

Além do novo pipa, já operam desde o ano passado:

  • dois caminhões satélite com capacidade de 5 m³, pensados especialmente para limpeza e manutenção da orla
  • dois caminhões compactadores com capacidade de 6 m³, que atuam na região da praia, mas também podem atender áreas de acesso mais difícil

Ou seja: não é um teste isolado. Santos começa a desenhar uma frota mais estruturada, com veículos diferentes para funções diferentes dentro da limpeza urbana.

Metade da meta já está na rua

Os caminhões fazem parte da PPP com o consórcio Terra Santos e representam, por enquanto, metade dos dez veículos elétricos previstos em contrato.

A expectativa da administração municipal é reduzir em até 30% as emissões de carbono ligadas à coleta. E esse dado ajuda a entender por que a adoção desse tipo de veículo vai além da imagem de cidade moderna. É uma tentativa concreta de mudar a operação e o impacto ambiental dela.

A praia sente esse serviço todos os dias

Na orla, o volume do trabalho é grande. Diariamente, Santos recolhe em média 29,52 toneladas de detritos da faixa de areia, o que soma 915,12 toneladas por mês.

Por trás dessa rotina, cerca de 70 pessoas atuam no serviço, que começa ainda de madrugada. Então, quando a cidade investe em veículos novos, mais compactos ou menos poluentes, isso interfere diretamente em uma operação que já é intensa por natureza.

A limpeza da praia também mudou

Desde setembro de 2025, a limpeza das praias passou por uma atualização dentro da mesma PPP. Os veículos antigos foram substituídos por modelos mais compactos e ágeis, com maior capacidade de remover microdetritos e reter menos areia durante o rastelo.

Hoje, essa estrutura inclui:

  • dois tratores
  • um veículo autopropelido
  • cinco veículos menores de apoio
  • três varredores elétricos para calçadas e alamedas da orla e do Novo Quebra-Mar

É aquele tipo de mudança que muita gente talvez nem perceba de imediato, mas que altera o padrão do serviço no dia a dia.

Menos fumaça, menos barulho e menos risco ambiental

Entre os argumentos mais fortes para a ampliação da frota elétrica estão os benefícios ambientais mais diretos.

Além da redução nas emissões de carbono, a troca de veículos a diesel por modelos elétricos também ajuda a diminuir riscos como:

  • vazamento de óleo
  • vazamento de combustíveis e outros insumos
  • ruídos excessivos durante a operação

Em uma cidade litorânea, com fluxo alto de moradores e turistas na orla, esse tipo de ganho pesa bastante. Porque limpeza urbana não é só recolher resíduo. Também é pensar em como esse serviço acontece.

Uma nova fase da limpeza urbana em Santos

Desde março do ano passado, Santos vive uma nova etapa na limpeza urbana e na gestão de resíduos com a parceria público-privada firmada com o consórcio Terra Santos Ambiental.

Segundo a Prefeitura, o pacote envolve R$ 739 milhões em melhorias e investimentos, abrangendo desde a limpeza com tecnologia até coleta, destinação final, educação ambiental e conscientização da população.

No fim das contas, a chegada do quinto caminhão elétrico ajuda a traduzir esse investimento em algo visível na rua. E, para uma cidade que lida todos os dias com praia, areia, circulação intensa e pressão ambiental, isso faz diferença.

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