A convocação de Neymar para a Copa do Mundo repercutiu além do campo e virou também munição no debate político e midiático. Em publicação nas redes sociais, o PCO comemorou a presença do camisa 10 na lista de Carlo Ancelotti e adotou tom agressivo contra críticos do jogador, com alvo principal em Walter Casagrande.
Na postagem, divulgada pelo perfil ligado ao partido, o tom foi de provocação aberta. A legenda afirma que a “imprensa anti-Seleção” teria passado meses tentando decretar o fim de Neymar na equipe brasileira e diz que a convocação do atacante representa uma derrota para os que criticam sua presença no grupo. O texto também associa a crítica ao jogador a uma tentativa de esvaziar a personalidade da Seleção Brasileira.
O ataque mais direto foi direcionado a Casagrande, frequentemente crítico de Neymar em análises esportivas e posicionamentos públicos. A publicação usa a convocação como pretexto para confrontar o comentarista e também ampliar a crítica a setores da imprensa esportiva, retratados pelo PCO como adversários do futebol brasileiro e do próprio simbolismo que Neymar ainda carrega dentro da Seleção.
O discurso adotado pelo partido vai além da avaliação técnica sobre a escolha de Ancelotti. Ao defender Neymar, o PCO transforma a convocação em um embate cultural e político, apresentando o atacante como símbolo de genialidade, popularidade e irreverência no futebol brasileiro. Nesse enquadramento, criticar o jogador deixa de ser apenas uma opinião esportiva e passa a ser tratado como uma posição contra a identidade histórica da Seleção.
A reação mostra como a presença de Neymar no Mundial segue mobilizando paixões, rejeições e disputas de narrativa. Se para parte da imprensa e da torcida a convocação levanta dúvidas sobre momento físico, desempenho recente e critério técnico, para o PCO ela foi tratada como uma resposta aos críticos e uma reafirmação do peso simbólico do craque no futebol brasileiro.
No fim, a postagem deixa claro que a convocação de Neymar está longe de ser apenas assunto de bola. Ela também virou palco para confronto ideológico, disputa de versão e guerra de posicionamento nas redes.


