Polícia desmonta rede que roubava gatos para abate no Vietnã e resgata mais de 400 animais

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Uma operação policial no Vietnã desmantelou uma rede suspeita de roubar gatos para abastecer o comércio de carne animal e terminou com o resgate de mais de 400 felinos vivos. A ação ocorreu após uma investigação sobre o aumento de furtos de animais de estimação na região de Ho Chi Minh e levou à prisão de nove pessoas.

Segundo as autoridades locais, o grupo atuava de forma organizada, capturando e recolhendo gatos em diferentes pontos do sul do país para mantê-los em locais de confinamento antes da revenda a comerciantes. Além dos animais resgatados com vida, os agentes também encontraram dezenas de gatos mortos armazenados em gelo durante as operações.

Parte dos felinos já foi devolvida aos donos. Organizações de proteção animal que acompanham o caso afirmam que mais de 40 gatos resgatados conseguiram retornar para casa, embora alguns animais tenham morrido posteriormente em razão das condições extremas às quais foram submetidos.

A investigação indica que o esquema funcionava havia anos, com remessas frequentes destinadas ao abate. A polícia agora tenta identificar outros envolvidos e pede que moradores que tenham tido animais desaparecidos procurem as autoridades para ajudar no reconhecimento dos gatos recuperados.

No Vietnã, o consumo de carne de cães e gatos ainda é permitido, mas depende de exigências legais sobre a origem dos animais comercializados. O caso, porém, volta a expor a presença de redes clandestinas que atuam à margem dessas regras e alimentam um mercado marcado por furtos, maus-tratos e tráfico de animais.

Entidades de bem-estar animal afirmam que milhões de cães e gatos são capturados, roubados ou traficados todos os anos no país para abastecer esse tipo de comércio. Ao mesmo tempo, ativistas apontam que a opinião pública vem mudando, com crescimento da rejeição à prática, especialmente entre os mais jovens e entre tutores de animais de estimação.

A operação é vista como uma das maiores já realizadas recentemente contra esse tipo de esquema e reforça a pressão por regras mais duras e fiscalização mais rigorosa sobre o comércio de carne de cães e gatos no país.

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