O Estado de São Paulo encerrou o primeiro semestre de 2026 com redução nos registros de homicídios, roubos, furtos e latrocínios, mas apresentou crescimento nos crimes de estupro e feminicídio. O contraste aparece no balanço da Secretaria da Segurança Pública referente ao período de janeiro a junho.
Foram registrados 1.149 boletins de homicídio doloso, com 1.193 vítimas, queda de 7,88% em relação ao mesmo intervalo de 2025. É o menor número de ocorrências para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2001. Os roubos diminuíram 14,61%, para 71.448 casos, e os furtos recuaram 5,08%, para 263.002. Os latrocínios deixaram 44 vítimas, redução de 36,23%.
A violência contra a mulher seguiu na direção oposta. O estado contabilizou 7.694 estupros, alta de 6,07%, uma média de aproximadamente 42 ocorrências por dia. Somente em junho foram 1.200 registros, 15,36% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.
Os feminicídios chegaram a 142 no semestre, crescimento de 10,08%. Quase 70% dessas mortes ocorreram no interior paulista, o que reforça a necessidade de avaliar a distribuição dos serviços de proteção, acolhimento e investigação fora da Região Metropolitana.
Na capital, os homicídios caíram 13,43%, os roubos recuaram 12,91% e os furtos diminuíram 2,37%. Ao mesmo tempo, os estupros aumentaram 10,83%, alcançando 1.648 registros. Os feminicídios na cidade tiveram queda de 22,5%, com 24 casos.
As mortes decorrentes de intervenção policial somaram 356 no estado, ante 365 no primeiro semestre de 2025, redução de 2,47%. Embora o número tenha recuado, a média continuou superior a 13 mortes por semana. O conjunto dos dados mostra melhora em parte dos indicadores patrimoniais e de violência letal, sem que isso se repita nos crimes sexuais e na violência de gênero.


