O Estado de São Paulo confirmou o 15º caso de sarampo em 2026 e anunciou uma estratégia excepcional de vacinação na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. A ocorrência mais recente envolve uma menina de 1 ano, moradora de Guarulhos, sem histórico de imunização.
Dos casos registrados neste ano, 12 foram identificados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. As investigações epidemiológicas ainda não determinaram a origem da infecção, de acordo com as informações divulgadas pelas autoridades de saúde.
Entre 3 de agosto e 1º de setembro, a recomendação é vacinar pessoas de 6 meses a 59 anos nos três municípios, inclusive quem já recebeu doses anteriormente. A medida procura interromper possíveis cadeias de transmissão em uma região com circulação recente do vírus.
Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada dose zero. Essa aplicação é adicional e não substitui as doses previstas no calendário regular, aos 12 e aos 15 meses de idade. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
A cobertura vacinal paulista segue abaixo da meta de 95% considerada necessária para reduzir o risco de surtos. Neste ano, 77,5% do público-alvo recebeu a primeira dose e 65,5% tomou a segunda.
O sarampo é altamente transmissível e pode causar complicações, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com imunidade comprometida. A orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação da situação vacinal, principalmente nos três municípios incluídos na ação ampliada.


