Uma ostra exótica de origem asiática, a Saccostrea cucullata, tem se espalhado pelos manguezais de Cananéia, no litoral sul de São Paulo, e passou a ser retirada da região por ameaçar as espécies nativas.
Conhecida como “tampinha” por causa do formato da concha, a espécie é comestível e tem alta capacidade reprodutiva. Ao disputar espaço com as ostras nativas, ela pode comprometer a produtividade da pesca tradicional e alterar a dinâmica ecológica dos mangues, que funcionam como berçários naturais de diversas espécies marinhas.
Além do impacto ambiental, o avanço da espécie preocupa pelos efeitos sociais e econômicos: a pesca artesanal de ostras nativas é fonte de sustento para comunidades da região.
O trabalho de retirada também prepara a ostra invasora para a venda, com o objetivo de gerar renda para quem atua na coleta. Apesar de a carne ser mais amarelada do que a da espécie nativa, ela pode ser usada em pratos como a farofa e o arroz mandirano, preparado com palmito.
A iniciativa é incentivada pelo município como forma de conter a expansão da ostra asiática e proteger a espécie nativa.


