Santos mede emissões para acelerar ação climática

Data:

Santos deu início à elaboração do seu primeiro inventário de gases de efeito estufa, ferramenta estratégica que permitirá identificar as principais fontes de emissões no município e orientar políticas públicas voltadas ao combate às mudanças climáticas. O estudo será desenvolvido pelo ICLEI América do Sul, referência mundial em sustentabilidade para governos locais, e tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027.

O levantamento analisará setores como transporte, consumo de energia, gestão de resíduos, processos industriais e atividades portuárias para calcular a quantidade de gases responsáveis pelo aquecimento global emitida na cidade. Os dados serão obtidos a partir de indicadores como consumo de combustíveis, uso de eletricidade, tratamento de esgoto e destinação de resíduos, seguindo a metodologia internacional GPC (Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories). Esse padrão permite comparar os resultados de Santos com os de grandes cidades do mundo e amplia as possibilidades de acesso a recursos para projetos ambientais.

O inventário integra o Plano de Ação Climática de Santos (PACS), aprovado em 2022, e servirá de base para a criação do Plano Municipal de Mitigação, atualização das metas climáticas até 2030 e definição de investimentos em tecnologias sustentáveis. Segundo a Prefeitura, a iniciativa fortalecerá as estratégias para enfrentar impactos já observados no município, como a elevação do nível do mar, ressacas e eventos de chuvas intensas, aproximando Santos da meta de se tornar uma cidade carbono neutra até 2050.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Newsletter

spot_imgspot_img

Mais Lidos

Leia Mais

Por que falta água em Guarujá? A matemática ajuda a explicar

Guarujá é uma ilha, está cercado de água e...

São Sebastião prevê R$ 1 milhão para instalar cinco ecobarreiras

São Sebastião prevê repasse de R$ 1 milhão para instalar cinco ecobarreiras em córregos e impedir que resíduos cheguem ao mar.

Enchentes podem reduzir em 30% a produção de banana do Vale do Ribeira

Produtores consultados pelo Hortifruti/Cepea estimam perda de 30% da produção anual de banana no Vale do Ribeira após as enchentes.

Cheia causa prejuízo estimado de R$ 175 milhões à bananicultura do Vale do Ribeira

Estimativa preliminar aponta R$ 175 milhões em prejuízos, sete mil hectares alagados e 11,2 milhões de bananeiras atingidas no Vale do Ribeira.