Aportes que somam R$ 185,5 milhões, feitos por 12 institutos estaduais e municipais de previdência no fundo imobiliário Nest Eagle, são investigados por órgãos de controle. As apurações analisam a concentração de recursos públicos em um produto de baixa liquidez e com desempenho inferior à média do mercado.
O maior investimento foi realizado pelo Rioprevidência, responsável por R$ 75 milhões. Também participaram instituições de Maceió, Cajamar, São Roque, Brodowski, Angélica, Aquidauana, Bodoquena, Fátima do Sul, Tacuru, Itaperuna e Onça de Pitangui.
Criado no fim de 2024 para investir em imóveis residenciais, o fundo acumulou valorização de 3,72% desde o início das operações. No mesmo período, o Ifix, índice que acompanha o desempenho médio dos fundos imobiliários negociados no País, avançou cerca de 20%. A baixa negociação das cotas pode dificultar a saída dos investidores.
O Tribunal de Contas do Rio de Janeiro questionou o valor aplicado pelo Rioprevidência e apontou governança e métricas de risco pouco demonstradas. Ministérios Públicos de Contas também analisam aportes feitos por institutos de Alagoas e de municípios paulistas, entre eles Cajamar e São Roque.
A Nest Asset afirmou que os investimentos passaram pelos processos de análise e aprovação de cada regime de previdência e que o fato de o fundo ser novo não caracteriza irregularidade. Algumas entidades disseram ter agido de boa-fé e acompanhar continuamente o desempenho do produto; outras não responderam.


