Os Estados Unidos reduziram em 35,9% a cota de açúcar brasileiro que entra no país com tarifa de importação mais baixa. A parcela caiu de 155,9 mil para 100 mil toneladas no ciclo que começa em outubro e terá duração de um ano.
O subsecretário de Agricultura dos Estados Unidos, Stephen Vaden, afirmou que o Brasil poderá recuperar as quase 56 mil toneladas retiradas se apresentar propostas comerciais consideradas satisfatórias por Washington. Sem entendimento, o volume poderá ser redistribuído a outros exportadores.
A cota norte-americana permite a entrada anual de 1,1 milhão de toneladas de açúcar bruto de cana sob condições tarifárias mais favoráveis. O produto vendido acima do limite enfrenta uma barreira de aproximadamente US$ 340 por tonelada, além de sobretaxas comerciais que reduzem a competitividade.
O Brasil ficou com a terceira maior alocação, atrás da República Dominicana, com 189,3 mil toneladas, e das Filipinas, com 145,2 mil. Em 2025, produtores brasileiros exportaram 292,4 mil toneladas de açúcar bruto para o mercado norte-americano, segundo dados do setor.
A medida ocorre em meio à tensão comercial entre os dois países. Os Estados Unidos pressionam o Brasil há anos por redução da tarifa sobre o etanol norte-americano, atualmente em 18%, mas não detalharam publicamente quais concessões seriam necessárias para recompor a cota do açúcar.


