O Santos assinou com a SDC Sports um termo de compromisso não vinculante para avançar na criação e venda do controle de uma Sociedade Anônima do Futebol. A negociação ocorre após cerca de cinco meses de análise financeira e jurídica conduzida pelo grupo investidor.
A proposta envolve R$ 1 bilhão pela aquisição de 80% da futura SAF e outro R$ 1 bilhão destinado ao pagamento de dívidas. O passivo total do clube já supera R$ 1,1 bilhão.
A operação ainda depende de uma série de aprovações internas. O estatuto atual permite a venda de até 49% das ações, por isso o Conselho Deliberativo precisará discutir uma mudança no texto. A decisão também deverá passar pela Assembleia Geral de Sócios.
Representantes da SDC Sports devem apresentar o projeto aos conselheiros em 31 de agosto. A atual gestão acredita que os ajustes estatutários e as votações podem ser concluídos antes das eleições do clube, previstas para dezembro, mas integrantes do Conselho avaliam que o prazo pode ser insuficiente.
Os investidores afirmam que pretendem direcionar recursos à base, aos centros de treinamento, às instalações usadas pelos atletas, à marca e ao futebol profissional. A avaliação do grupo é que o Santos tem alcance mundial e potencial de expansão associado às trajetórias de Pelé, Neymar e outros jogadores formados no clube.
A família de Neymar não participa da transação, segundo os representantes da proposta. Eles também esclareceram que o conglomerado colombiano Santo Domingo não integra o negócio; a ligação citada ocorre por meio de Lauren Santo Domingo, cofundadora da controladora da SDC Sports em caráter pessoal.
Como o documento assinado não é vinculante, a transação ainda poderá sofrer alterações ou não ser concluída. A venda dependerá do resultado da diligência, da definição dos termos finais e da aprovação dos órgãos do Santos.


