O Pentágono adiou a limpeza de substâncias químicas tóxicas em quase 200 instalações militares dos Estados Unidos. Em um dos locais, o novo cronograma empurra a conclusão por até 20 anos, aumentando a irritação de comunidades e parlamentares dos dois principais partidos.
O problema envolve os PFAS, grupo de compostos sintéticos usados durante décadas em espumas de combate a incêndios, revestimentos e produtos industriais. Conhecidos como “químicos eternos”, eles se degradam muito lentamente e podem permanecer no solo, na água e no organismo humano.
Estudos associam a exposição prolongada a determinados PFAS a alterações no sistema imunológico, problemas de desenvolvimento e maior risco de alguns tipos de câncer. A contaminação foi detectada em centenas de bases e em fontes de água utilizadas por comunidades vizinhas.
Segundo o The New York Times, os atrasos atingem locais que já aguardavam investigação ou remoção dos poluentes. Representantes no Congresso afirmam que o governo federal não pode transferir para moradores o custo sanitário de uma contaminação provocada por atividades militares.
A limpeza exige mapear plumas subterrâneas, tratar água e remover ou isolar solo contaminado, processos caros e demorados. Ainda assim, os novos adiamentos alimentam a percepção de falta de prioridade. O Pentágono não respondeu ao jornal sobre os cronogramas citados na reportagem.


