Nauru mudou oficialmente seu nome para Naoero, forma usada pelos habitantes na língua nativa. A decisão do pequeno país do Pacífico busca reforçar a identidade local e afastar uma denominação consolidada durante o período colonial.
O Parlamento aprovou a alteração por unanimidade em maio. O governo chegou a considerar a realização de um referendo, mas abandonou a consulta depois de concluir que Naoero já era amplamente aceito e utilizado pela população.
Com pouco mais de 12 mil habitantes e apenas 21 quilômetros quadrados, o país é o menor Estado insular do mundo. Sua história recente foi marcada pela exploração de fosfato, pela degradação ambiental e pela dependência de acordos com países maiores, especialmente a Austrália.
A mudança acompanha um movimento observado em outras nações que recuperaram nomes locais após a independência. Esses processos não alteram apenas mapas e documentos. Eles também questionam a permanência de referências impostas por administrações estrangeiras.
A adoção prática será gradual. Passaportes, registros públicos, placas e materiais diplomáticos precisarão ser atualizados, enquanto organismos internacionais e governos estrangeiros incorporam a nova designação. Para Naoero, o gesto tem valor simbólico desproporcional ao tamanho do território: o direito de ser chamado pelo nome escolhido por seu próprio povo.


