A Justiça dos Estados Unidos ampliou a investigação sobre ativos que podem estar ligados ao Banco Master e a pessoas associadas ao conglomerado. A nova etapa alcança escritórios de advocacia envolvidos na estruturação patrimonial e em transações com imóveis de luxo na Flórida.
O juiz Scott Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, determinou que três bancas apresentem documentos capazes de identificar proprietários, beneficiários e interesses indiretos em empresas relacionadas às propriedades.
As ordens citam apartamentos no Paramount Miami Worldcenter, na região da Brickell Avenue e no complexo Acqualina, em Sunny Isles Beach. A investigação busca descobrir a origem do dinheiro utilizado nas compras e o destino dos recursos obtidos em eventuais vendas.
Foram solicitados registros bancários, identificação de contas e titulares, códigos de transferências internacionais, mensagens e e-mails produzidos desde janeiro de 2018. Os escritórios têm até 3 de setembro para entregar o material.
Além de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, mais de 20 pessoas e entidades aparecem no processo. A investigação procura esclarecer a propriedade real dos ativos e ainda não representa uma conclusão de que os imóveis tenham sido comprados com dinheiro desviado. A defesa de Vorcaro informou que não comentaria o caso.


