Sete em cada dez profissionais de enfermagem relatam violência no trabalho

Data:

Uma pesquisa do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo mostra que 72,6% dos enfermeiros, técnicos e auxiliares consultados sofreram algum tipo de violência no trabalho nos 12 meses anteriores ao levantamento.

O estudo ouviu 4.402 profissionais entre 20 e 24 de julho de 2026. Entre os participantes, 41,3% relataram ter sido vítimas mais de uma vez e 15,5% disseram enfrentar episódios com frequência.

A demora no atendimento foi apontada como o principal fator associado às agressões, mencionada por 63,9%. Também apareceram a estrutura precária dos serviços, com 55,1%, e a insatisfação com o atendimento, citada por 45,8%.

Pacientes foram indicados como os agressores mais frequentes, seguidos por familiares e acompanhantes. A violência verbal apareceu em 89,2% dos casos, enquanto 73,8% relataram agressões psicológicas e 19,2%, violência física.

Apenas 30,1% formalizaram denúncia. A sensação de impunidade, a falta de apoio institucional e o medo de perder o emprego estão entre os principais motivos para o silêncio. O Coren-SP criou um canal de comunicação específico e defende que unidades de saúde estabeleçam protocolos de prevenção e acolhimento.

Imagem de capa gerada por inteligência artificial.

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