Partidos políticos passaram a adotar mecanismos adicionais de verificação para evitar a filiação e o lançamento de candidatos com vínculos com facções criminosas ou milícias nas eleições de 2026.
As medidas ganharam força após recomendação do Ministério Público Eleitoral no fim de junho. Entre os procedimentos estão a apresentação de certidões criminais, análise patrimonial, checagem de antecedentes e assinatura de declarações de ausência de vínculos com organizações ilegais.
O Ministério Público alertou que a negligência deliberada na escolha de candidatos pode gerar medidas judiciais. A orientação busca ampliar a responsabilidade das legendas antes do registro oficial das candidaturas.
MDB e Republicanos adotaram regras nacionais específicas. Diretórios regionais de outras siglas, entre elas PL e União Brasil, também criaram procedimentos próprios para avaliar os nomes apresentados.
Alguns partidos questionam a extensão da exigência e argumentam que atividades de investigação devem permanecer sob responsabilidade dos órgãos policiais e do Ministério Público. A recomendação, no entanto, tende a tornar a análise interna mais rigorosa durante a formação das chapas.
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