O Discord suspendeu no Brasil os recursos de transmissão ao vivo, compartilhamento de tela e vídeo após determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados. A restrição foi adotada depois da morte de uma adolescente de 13 anos, vítima de uma rede de violência que atuava em diferentes plataformas digitais.
A medida permanecerá em vigor até a implementação de novos mecanismos de segurança. O Discord afirmou estar colaborando com as autoridades, mas contestou o alcance da decisão e argumentou que a suspensão temporária de atividades deveria ser determinada pela Justiça.
Especialistas alertam que bloquear apenas uma plataforma não elimina as redes criminosas. Grupos que recrutam e manipulam crianças e adolescentes também utilizam serviços como Telegram, TikTok, Instagram, Facebook, X e ambientes de jogos, o que pode provocar a migração das atividades ilegais.
Pesquisadores defendem fiscalização coordenada, sistemas mais eficientes de verificação de idade e orientação permanente às famílias. O caso também amplia o debate sobre a aplicação do ECA Digital e a responsabilidade das empresas em moderar conteúdos relacionados a automutilação, violência extrema e exploração de menores.


