O Tribunal de Contas da União identificou 8.449 armas que pertenciam a civis e militares mortos e não receberam a destinação prevista em lei. Parte do acervo inclui fuzis e permanece sob risco de extravio ou desvio.
A legislação determina que os herdeiros regularizem as armas em até três meses após a morte do proprietário. O equipamento deve ser transferido para outra pessoa autorizada ou entregue à Polícia Federal. Depois desse prazo, a posse passa a ser irregular.
Segundo a auditoria, as armas apareciam com situação regular no sistema do Exército, embora devessem ter sido recolhidas. Em muitos casos, as tentativas de localizar os responsáveis pelos espólios não tiveram resultado e os registros continuaram ativos mesmo após 18 meses.
Um dos casos envolve um caçador, atirador ou colecionador que morreu em 2022 e possuía 282 armas. Os parentes não foram encontrados e, de acordo com o relatório, as autoridades de segurança não foram acionadas para apreender o arsenal.
O TCU também localizou 8.888 pessoas com antecedentes incompatíveis com a posse de armas, entre CACs e militares. O Exército informou no processo que pretende adotar medidas para corrigir os problemas até novembro. A fiscalização dos CACs foi transferida para a Polícia Federal em julho de 2025.


