Terra Indígena Sararé vira nova fronteira do garimpo ilegal na Amazônia

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A Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, tornou-se a principal área de expansão do garimpo ilegal de ouro em territórios indígenas da Amazônia. Desde 2025, foram identificados 2.295 alertas de atividade clandestina, abrangendo 976,5 hectares.

O território abriga cerca de 200 indígenas do povo Nambikwara. A pressão aumentou com a migração de grupos criminosos expulsos de outras áreas após operações de fiscalização, especialmente de territórios como Yanomami e Munduruku.

Autoridades apontam que a relação entre garimpeiros e indígenas no Sararé é marcada por conflitos. A extração ilegal causa desmatamento, contamina cursos d’água e amplia a presença de organizações criminosas em uma área ambientalmente sensível.

Uma das quadrilhas investigadas movimentou R$ 20,5 milhões. O governo federal afirma ter ampliado as operações de fiscalização, mas especialistas alertam que a atividade costuma retornar rapidamente quando as ações não são contínuas.

O enfrentamento exige atuação conjunta de órgãos ambientais, forças de segurança e instituições de proteção aos povos indígenas, além do bloqueio das estruturas financeiras usadas para comercializar o ouro ilegal.

Imagem gerada por IA.

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