Os primeiros leilões brasileiros voltados a sistemas de armazenamento de energia em baterias chegaram à fase de consulta pública sob disputa sobre quem deverá pagar pelos projetos. A Agência Nacional de Energia Elétrica prevê realizar os certames em 2 e 4 de dezembro, com contratos de 15 anos e início do fornecimento em 2028.
As baterias de grande porte armazenam eletricidade em momentos de menor demanda e a devolvem à rede quando o consumo aumenta. A tecnologia pode reduzir desperdícios de geração solar e eólica, dar estabilidade ao sistema e diminuir a necessidade de acionar usinas mais caras.
O principal ponto de conflito é a distribuição dos encargos. Empresas e associações discutem se o custo deve recair apenas sobre consumidores específicos, sobre geradores ou sobre todo o sistema elétrico. Participantes alertam que uma regra considerada desequilibrada pode provocar questionamentos judiciais e atrasar o cronograma.
A Aneel abriu consulta e audiência pública para receber contribuições antes de definir os editais. O interesse do setor privado é elevado, mas os investimentos dependem de previsibilidade regulatória. A decisão final deverá influenciar tanto o preço da energia quanto a velocidade de expansão do armazenamento no país.


